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quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Programa on line para Alfabetização



Hoje vou dar uma dica de um programa que pode ser baixado de graça e usado em várias línguas. É o SEBRAN. É simples de manusear e tem vários joguinhos que ajudam na alfabetização, no trabalho com a matemática e,  para quem quiser, com línguas estrangeiras (nesse caso é só instalar a versão no idioma desejado). Outra vantagem desse programa é ajudar os pequenos a dominar o mouse e a gostar do computador. Se ensinadas, crianças de dois anos já serão capazes de entrar no jogo e brincarem sozinhas. Meus filhos gostavam principalmente do jogo "Aponte a figura" (ótimo para quem está trabalhando a alfabetização pelo método global), do "primeira letra"(ajuda a desenvolver a consciência fonológica), além dos joguinhos de matemática. Espero que vocês também gostem.

Clique aqui para baixar o SEBRAN ABC

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Como ensinar as cores?

O aprendizado das cores é um dos marcos do desenvolvimento infantil e facilita uma série de outros aprendizados, como a noção(subjetiva) de adjetivo, a formação de pares de palavras e frases, a montagem de quebra-cabeças.
As crianças são capazes de perceber as cores desde bem cedo (por volta dos 4 meses), mas demora um pouco mais para que consigam ligar o nome da cor àquela característica do objeto. Isso porque a criança ainda não sabe, inicialmente, o significado da palavra cor, o nome dos objetos e nem de outras características. para exemplificar, vou criar uma língua estranha (como é o português para nossos bebês). Então mostro para ele um objeto como este e digo:
_ camalo vite


Depois pego outro objeto e digo:
 _ratica bebalu

Aí mostro um terceiro objeto e digo:
_ canide chumaco
Seu bebê, que é muito inteligente, mas que ainda não conhece nenhuma dessas palavras, pode fazer mil inferências sobre as frases e não chegar a conclusão nenhuma. Você, por estar lendo um post sobre o ensino de cores, pode imaginar que as frases acima significam:
camalo vite: bola vermelha
ratica bebalu: caixa azul
canide chumaco: chapéu amarelo
E que, portanto, vite significa vermelho, bebalu significa azul e chumaco significa amarelo.
Certo? Errado...e se eu disser que as frases funcionam como no inglês e que camalo significa vermelho, ratica significa azul e canide significa amarelo?
Ou mais... alguém poderia concluir que na frase eu queria dizer bola macia, caixa grande e chapéu bonito.
Entende como é muito complicado para um bebê ou criança associar a característica do objeto ao nome da cor neste contexto?
Foi por isso que fiz, para os meus filhos, livros de cores. Deu um pouco de trabalho, pois tive que selecionar imagens de vários objetos da mesma cor (20 por livro) e passava para eles repetindo, por exemplo, carro vermelho, bola vermelha, estrela vermelha, sapato vermelho, caixa vermelha.
Se fosse no exemplo acima (no idioma imaginário), ficaria assim:

Camalo vite


ratica vite




canide vite

Agora ficou fácil inferir que vite significa vermelho... depois de ver 20 imagens desse tipo, você já terá certeza de que "vite", no nosso idioma imaginário significa vermelho e não se esquecerá mais da palavra vite.
Da mesma forma seu filho, após ver o livrinhos algumas vezes, saberá que a palavra "vermelho" se refere a uma característica específica do objeto e será capaz de identificar o objeto vermelho no meio de outros semelhantes, porém de outras cores. Nessa hora, você apresenta o segundo livro(por exemplo, o da cor azul). Aos poucos, vá acrescentando cada um dos livros. Em algumas semanas seu filho já saberá todas as cores(inclusive as secundárias).
Para facilitar o trabalho, vou disponibilizar aqui o arquivo em powerpoint com os livros prontos para impressão. Eles até podem ser apresentados no computador, mas acho mais interessante imprimir as imagens e encadernar, para que a criança possa manusear o material.

Clique aqui para baixar o livro vermelho


Clique aqui para baixar o livro azul


Clique aqui para baixar o livro amarelo


Clique aqui para baixar o livro verde


Clique aqui para baixar o livro branco


Clique aqui para baixar o livro preto


Clique aqui para baixar o livro rosa


Clique aqui para baixar o livro roxo



Video do Gugu menos de 1 mês após começar a ver os livrinhos das cores.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Ler para Aprender




Qual é o ano mais importante da escola? Não! Não é a lfabetização, nem o primeiro ano do fundamental, muito menos o segundo grau. Errou também quem pensa que são os anos da educação infantil. É o terceiro ano do ensino fundamental (antiga segunda série).
E o que torna este ano tão importante? É simples. Nessa época, a criança deixa de "aprender a ler" e passa a "ler para aprender". Então as crianças que nesta fase ainda não se tornaram leitores fluentes e capazes de compreender o que leem, tendem a ser deixados para trás. E a diferença entre as crianças daí para frente tende apenas a aumentar. Tanto isso é verdade que a capacidade de leitura no terceiro ano é capaz de predizer o aproveitamento e a evasão escolar até o segundo o segundo grau. A partir do terceiro ano, enquanto os leitores competentes tendem a aprender cada vez mais, buscando novos conhecimentos através da leitura e ampliando seu vocabulário a cada dia, as crianças com dificuldades na leitura tendem a evitar os livros, criando um ciclo vicioso. Resumindo, os que são melhores vão se tornar cada vez melhores e os fracos tendem a se tornar cada vez mais fracos. Baseado nisso, alguns estados americanos já estão recomendando que os estudantes que não desenvolveram ainda uma leitura competente(decodificação e compreensão) sejam retidos no segundo ano e/ou façam aulas de reforço para suprirem essa deficiência.

Baseado no texto da "time ideas". Vejam a reportagem completa em inglês no link abaixo:
http://ideas.time.com/2012/09/26/why-third-grade-is-so-important-the-matthew-effect/

Agora, a minha opinião:
Concordo que fazer a transição do "aprender a ler" para o "ler para aprender" é fundamental para a vida (não só acadêmica) de qualquer pessoa, mas discordo da opinião de que o terceiro ano seja o mais importante. Acho que o terceiro ano apenas reflete a eficiência ou a deficiência de tudo que veio antes dele. Ensinar a ler e a compreender o que está sendo lido é um processo contínuo e que tem mais chance de sucesso quanto antes se iniciar. Crianças que aprendem a ler mais cedo chegam ao terceiro ano com uma fluência melhor e com uma experiência de leitura muito maior. É claro que isso aumenta a chance de que eles sejam leitores competentes nessa fase (ou até muito antes disso).

Por que as crianças devem decorar a tabuada?






Gente! Amei esta reportagem! Ela vai ao encontro de tudo o que sempre defendi. Ao contrário do que geralmente acontece no Brasil, onde a maior parte das diretrizes em educação segue opiniões e teorias sem nenhuma comprovação científica, em países do primeiro mundo muita gente se dedica a etudar, com método científico, o que funciona ( e o que não funciona) em termos de educação. E não é que descobriram que muitas das práticas da "velha escola" davam certo? Vou colocar aqui os principais pontos do artigo, explicando porque algumas dessas práticas são importantes. Para quem quiser conferir, deixo o link abaixo com a reportagem original em inglês.
Raizes (gregas e latinas) das palavras: Permite que as crianças aprendam novos vocabulários e facilita a dedução do significado de novas palavras pelo seu contexto. O segredo é não apenas faze-los decorar, mas estimular as crianças a usarem  este conhecimento em tarefas mais complexas.
Decorar os fatos(adição e subtração) e a tabuada: Apesar de muitos educadores defenderem que decorar faria com que as crianças perdessem a vontade de aprender, decorar os fatos e a tabuada é um pré-requisito para que os estudantes consigam fazer atividades mais complexas(e mais interessantes) em matemática. A única forma de atingir a "automatização" é praticando...e praticando...e praticando. Além disso, muitos estudiosos que observaram a diferença entre a pontuação de crianças americanas e asiáticas em testes internacionais atribuem a superioridade dos estudantes orientais à seus conhecimentos de fatos e tabuada. Muitos dos erros cometidos em problemas matemáticos mais complexos se devem à uma falta de memorização adequada das contas básicas.
Escrever à mão: Pesquisas mostram que escrever letras à mão, ao invés de simplesmente digita-las em um computador, não só ajuda as crianças a desenvolverem sua coordenação motora fina mas também aumentam a sua capacidade de reconhecer letras. Esta capacidade(reconhecimento das letras), por sua vez, prediz as habiliades de leitura aos 5 anos. Cuidado com as escolas que enfatizam a digitação em substituição à escrita manual, principalmente para as crianças mais novas.
Argumentação: Nos dias atuais, a habilidade de argumentar é mais importante do que nunca. E os estudos mostram que a capacidade de argumentar ajuda os estudantes a aprenderem melhor também.
Leitura em voz alta: Vários estudos mostram que quando lemos em voz alta para uma criança, seu vocabulário e seu entendeimento da estrutura da sentença melhoram.

http://ideas.time.com/2012/11/08/why-kids-should-learn-cu-cursive/

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Que idiomas ensinar?

Ninguém questiona mais a importância e as vantagens de aprender um segundo (e terceiro, quarto, quinto..)idiomas no mundo atual. Quando nossas crianças chegarem ao mercado e trabalho, o inglês fluente terá deixado de ser uma vantagem para ser um pré-requisito. Mas, se a criança já está aprendendo inglês, que outro idioma ensinar? As opções são muitas e há vantagens e desvantagens de cada um, deixando os pais em uma cilada.
Alguns pensam que o natural seria estimular o ensino do espanhol, por ser mais fácil e pela proximidade do Brasil com outros países de língua espanhola. Outros acham que, justamente pela facilidade que os brasileiros têm na aquisição dessa língua, o aprendizado poderia ser deixado para mais tarde.
Alguns acham legal ensinar francês, enquanto outros argumentam que é uma língua em decadência em termos d importância mundial.
E o mandarim? Alguns acham que é muito dífícil para uma criança. Outros acham que, justamente por ser difícil, tem que ser aprendido na infância. Alguns poucos ainda argumentam que não é necessário falar mandarim porque na china todos falam inglês.
E por aí vai... eu mesma sempre tive essa dúvida. Minha filha estuda em escola internacional e já tem o inglês fluente. Ela adora línguas e já me pediu para fazer aula de espanhol, de mandarim, de japonês, etc. Só que é simplesmente impossível arrumar tempo para escola semi-integral, natação, kumon e diversão. Já vi que teremos que optar, no momento, por apenas mais uma língua. Mas qual?
Encontrei essa resposta nas minhas pesquisas sobre educação. No meio de uma reportagem sobre as universidades asiáticas, havia uma lista dos idiomas mais valorizados pelos maiores empregadores mundiais.
Além do inglês (isto já está fora de discussão), os idiomas mais valorizados, nessa ordem, são:
1- Mandarim
2- Francês
3- Espanhol
4- Alemão
5- Japonês
6 - Árabe
7 - Italiano
8 - Russo
9 - Português


Para quem quiser conferir, Aqui está o link para a reportagem:
http://www.nytimes.com/2012/10/25/world/asia/asian-schools-jump-in-rank.html?ref=internationaleducation&_r=1&

Gente...é claro que é preciso levar em consideração aspectos práticos. Se você tem um parente próximo que é fluente em Italiano ou Russo, vale a pena pedir que a pessoa converse com seu filho nesse idioma. Se em sua cidade não existe uma escola ou professor de Mandarim, vale a pena colocar seu filho em uma aula de francês. Mas se você tem duas opções mais ou menos semelhantes e não pode optar por ambas, acho que a lista ajuda a decidir.

E como ensinar um segundo idioma?
Não tenho dúvidas de que a melhor forma é a imersão, se possível com um falante nativo daquela língua. Crianças que falam um idioma com cada um dos pais e um terceiro idioma na escola são acapazes de aprender naturalmente os três. Infelizmente, nem sempre isso é possível. Nesse caso, temos a opção de escolas internacionais, escolas bilíngues, aulas particulares ou em pequenos grupos, além dos cursos de idiomas. Aprendizado on line ou através de vídeos se mostra pouco eficiente para crianças, pois elas precisam de interação para aprender. Por outro lado, se você aprende junto com seu filho e interage com ele enquanto assiste os vídeos, podem ser uma ferramenta útil.
Não tenho uma boa experiência com a alfabetização simultânea em português e inglês com o método de palavras inteiras. Quando comecei com minha filha, eu apresentava português com letras vermelhas e inglês em letras verdes. Ela aprendeu todas as palavras corretamente e antes de 2 anos já lia frases inteiras em inglês, mas um dia viu a palavra "night" e falou: como se lesse em português: "mamãe...ni...ni oquê?" Nessa época ela começando a dominar a leitura fonética de palavras que não conhecia em português e percebi que ensinar em inglês poderia atrasar o domínio dessa língua. Parei tudo e só com 3 anos e meio, quando ela já lia e escrevia fluentemente em português, voltei a apresentar livros em inglês. Aí ela aprendeu praticamente sozinha. O som da maioria das consoantes é igual. Tudo que tive que fazer foi mostrar algumas diferenças (dizia, por exemplo: em inglês, ph tem som de f e o h tem som de r). Muitas regras ela conseguiu perceber sozinha e antes dos 4 anos lia livros simples também em inglês.
Realmente não sei dizer o que teria acontecido se tivesse insistido no aprendizado das duas línguas simultaneamente. Podia até ser que tivesse dado certo, mas preferi não arriscar. No início, não é tão simples para a criança associar o que está escrito a determinado som. Se ela tiver que associar as mesmas letras a dois sons diferentes acho que pode atrapalhar essa "automatização" da leitura.

Bom...por hoje é só! Até amanhã!

Elogie do jeito certo

Este conselho eu sigo à risca! Muito interessante esse texto.

Elogie do jeito certo.

                                                           
" Recentemente um grupo de crianças pequenas passou por um teste muito interessante. Psicólogos propuseram uma tarefa de média dificuldade, mas que as crianças executariam sem grandes problemas. Todas conseguiram terminar a tarefa depois de certo tempo. Em seguida, foram divididas em dois grupos.
O grupo A foi elogiado quanto à inteligência. “Uau, como você é inteligente!”, “Que esperta que você é!”, “Menino, que orgulho de ver o quanto você é genial!” ... e outros elogios à capacidade de cada criança.
O grupo B foi elogiado quanto ao esforço. “Menina, gostei de ver o quanto você se dedicou na tarefa!”, “Menino, que legal ter visto seu esforço!”, “Uau, que persistência você mostrou. Tentou, tentou, até conseguir, muito bem!” ... e outros elogios relacionados ao trabalho realizado e não à criança em si.
Depois dessa fase, uma nova tarefa de dificuldade equivalente à primeira foi proposta aos dois grupos de crianças. Elas não eram obrigadas a cumprir a tarefa, podiam escolher se queriam ou não, sem qualquer tipo de consequência.
As respostas das crianças surpreenderam. A grande maioria das crianças do grupo A simplesmente recusou a segunda tarefa. As crianças não queriam nem tentar. Por outro lado, quase todas as crianças do grupo B aceitaram tentar. Não recusaram a nova tarefa.
A explicação é simples e nos ajuda a compreender como elogiar nossos filhos e nossos alunos. O ser humano foge de experiências que possam ser desagradáveis. As crianças “inteligentes” não querem o sentimento de frustração de não conseguir realizar uma tarefa, pois isso pode modificar a imagem que os adultos têm delas. “Se eu não conseguir, eles não vão mais dizer que sou inteligente”. As “esforçadas” não ficam com medo de tentar, pois mesmo que não consigam é o esforço que será elogiado. Nós sabemos de muitos casos de jovens considerados inteligentes não passarem no vestibular, enquanto aqueles jovens “médios” obterem a vitória. Os inteligentes confiaram demais em sua capacidade e deixaram de se preparar adequadamente. Os outros sabiam que se não tivessem um excelente preparo não seriam aprovados e, justamente por isso, estudaram mais, resolveram mais exercícios, leram e se aprofundaram melhor em cada uma das disciplinas.
No entanto, isso não é tudo. Além dos conteúdos escolares, nossos filhos precisam aprender valores, princípios e ética. Precisam respeitar as diferenças, lutar contra o preconceito, adquirir hábitos saudáveis e construir amizades sólidas. Não se consegue nada disso por meio de elogios frágeis, focados no ego de cada um. É preciso que sejam incentivados constantemente a agir assim. Isso se faz com elogios, feedbacks e incentivos ao comportamento esperado.
Nossos filhos precisam ouvir frases como: “Que bom que você o ajudou, você tem um bom coração”, “parabéns meu filho por ter dito a verdade apesar de estar com medo... você é ético”, “filha, fiquei orgulhoso de você ter dado atenção àquela menina nova ao invés de tê-la excluído como algumas colegas fizeram... você é solidária”, “isso mesmo filho, deixar seu primo brincar com seu videogame foi muito  legal, você é um bom amigo”. Elogios desse tipo estão fundamentados em ações reais e reforçam o comportamento da criança que tenderá a repeti-los. Isso não é “tática” paterna, é incentivo real.
Por outro lado, elogiar superficialidades é uma tendência atual. “Que linda você é amor”, “acho você muito esperto meu filho”, “Como você é charmoso”, “que cabelo lindo”, “seus olhos são tão bonitos”. Elogios como esses não estão baseados em fatos, nem em comportamentos, nem em atitudes. São apenas impressões e interpretações dos adultos. Em breve, crianças como essas estarão fazendo chantagens emocionais, birras, manhas e “charminhos”. Quando adultos, não terão desenvolvido resistência à frustração e a fragilidade emocional estará presente.
Homens e mulheres de personalidade forte e saudável são como carvalhos que crescem nas encostas de montanhas. Os ventos não os derrubam, pois cresceram na presença deles. São frondosos, copas grandes e o verde de suas folhas mostra vigor, pois se alimentaram da terra fértil.
Que nossos filhos recebam o vento e a terra adubada por nossa postura firme e carinhosa. "
 MARCOS MEIER é mestre em Educação, psicólogo, escritor e palestrante.
Seus textos encontram-se no site www.marcosmeier.com.br e seus livros no www.kapok.com.br.
Notícia veiculada na revista Galileu de jan de 2011.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Como ensinar o bebê a andar

Estimulando a Coordenação Motora Grossa

Todos sabemos o quanto a saúde do corpo contribui para a saúde da mente. O exercício físico, além de ajudar a prevenir obesidade e várias outras doenças, é capaz de melhorar a concentração e o desempenho acadêmico das crianças e adultos. Então, por que não iniciar cedo? Crianças que têm a oportunidade de se exercitar vão se desenvolver melhor, terão menos problemas respiratórios e aprenderão a gostar de exercícios desde cedo, incorporando esta prática na vida delas para sempre.
Não! Não estou falando de colocar seu filho na natação, judô, ballet ou futebol aos 3 ou 4 anos. Estou falando de começar cedo mesmo.  Que tal assim que chegarem da maternidade? Existem várias atividades que podem ser feitas com as crianças nos primeiros meses de vida e que ajudam no desenvolvimento do sistema cardiovascular e da coordenação motora grossa. Vou falar aqui de algumas delas.
1º- Coloque a criança no chão. Não precisa ser diretamente no chão, é claro. Mas se na sua casa houver um chão seguro e quente, também não vejo problema. Com meus filhos, forrei o chão do quarto com EVA(recomendo um com peças grandes lisas, mais fáceis de limpar). Existem também tapetes de atividades que são antiderapantes e térmicos. Lindos e funcionais, mas caros. De uma forma ou de outra, o importante é que a criança tenha a chance de ficar no chão. Um colchão, por mais duro que seja, não trabalha tanto a musculatura do bebê. Também não gosto da idéia de forrar o chão com edredon, pois este escorrega quando a criança tenta se movimentar, deixando-a frustrada.

Tapete infantil 2,00 m x 1,80 m


2º- É muito importante ficar de bruços. Se tiver que fazer uma única coisa pelo desenvolvimento motor do seu filho nesta fase, deixe-o de bruços. Isso vai fortalecer a musculatura do pescoço, do tronco e dos bracinhos, facilitando todos os movimentos mais tarde. A maioria das crianças não fica confortável ao ficar muito tempo de bruços, mas aos poucos elas se acostumam. Deixe-a um pouco e vire novamente quando ela se cansar. Um tempo depois, coloque-a novamente nesta posição. Também é útil conversar, cantar e colocar brinquedos para distraí-la neste momento.



Sobre dormir de bruços, discordo do Glenn Doman. Existem vários estudos sugerindo que dormir de bruços aumenta o risco de morte súbita. Está certo que a metodologia de alguns desses estudos pode ser questionada, mas as evidências científicas são cada vez mais fortes neste sentido. Então, primeiro a segurança. A criança dorme de barriga para cima e fica de bruços quando estiver acordada, OK?

3º- Estimule a criança a rolar. Você pode fazer isso deixando que ela segure um de seus dedos e puxando-a levemente até que role e fique de bruços. Quando a criança se cansar, ajude-a a rolar novamente ao invés de vira-la simplesmente.
4º- Faça passeios com seu filho no colo, e não apenas no carrinho. Sentir o balanço ao andar e ser movimentado de um lado para o outro, para cima e para baixo, vai ajuda-lo a se sentir mais seguro com os esportes mais tarde.
5º- Coloque seu filho em cima do trocador ou em um tapete pequeno e balance devagar para frente e para trás, de um lado e para o outro ou girando. Faça isso com o bebê de barriga para cima e também de bruços. É importante que você esteja se divertindo. Além disso, o movimento não pode ser forte a ponto de assustar o bebê. Pode gerar um pouquinho de desconfiança no início, por ser uma coisa nova, mas logo ele deverá se acostumar.
6º-Faça muita massagem em seu bebê. Comece do rostinho, pescoço e siga de cima para baixo, do centro para a extremidades(inclusive nas mão e pés). Depois vire-o de bruços e faça novamente. Aproveite para, de leve, estimular a extensão dos músculos posteriores da perna, pois o alongamento dessa musculatura é importante para que ele comece a andar depois.
7º- Quando ele for capaz de ficar sentado com apoio, coloque o sentado em sua cocha apoiando o tronco. A cada dia, tente baixar um pouco mais o local de apoio. Balançar levemente a coxa nessa hora também é válido, pois desloca o centro de equilíbrio da criança, fazendo com que ela trabalhe a musculatura e o equilíbrio para encontrar uma nova posição. Este exercício também pode ser feito colocando-a sentada em cima de uma dessas bolas de pilates ou fisioterapia. Se utilizar uma bola menor, deixe seu filho se sentar abraçando a bola, se apoiando nela. Sempre fique por trás para dar apoio caso ele se desequilibre.
8º- Com a criança de bruços, estimule-a a se mover. No início ela vai sentir muita dificuldade, mas aos poucos o processo vai ficando cada vez mais fácil. Glenn Doman recomenda usar uma rampinha que chamamos de Crawling track. Funciona como uma espécie de escorregador para que a criança se mova com mais facilidade, já que terá a ajuda da gravidade. A rampa deve ser colocada com uma inclinação onde a criança não escorregue sem esforço, mas que consiga deslizar caso mova as perna e braços com esta intenção. Aos poucos, o bebê percebe qual o tipo de movimento precisa fazer para se deslocar e se moverá com uma facilidade cada vez maior, até que conseguirá se mover em um solo plano.


9º- Quando a criança conseguir se mover em um terreno plano, deixe que ela se arraste mais e mais. Coloque brinquedos fora do seu alcance, chame-a para próximo de você e brinquem de se arrastar juntos. Quanto mais ela se arrastar, mais fortalecerá seus membros e seus pulmões. Nessa fase é legal deixa-los de Body para que o atrito da barriguinha não atrapalhe o movimento. Se possível, ss perninhas devem estar peladinhas pois o atrito delas com o chão é necessário para que a criança se impulssione para frente.
10º- Quando o bebê for capaz de se arrastar, comece a coloca-lo em tapetes felpudos e outros tipos de solo que dificultem o movimento. Também vale engatinhar para ele ver como se faz e estimula-lo a tirar a barriga do chão colocando-o na posição em quatro apoios. Logo ele estará engatinhando para todo lado. E aí, é só deixa-lo no chão o maior tempo possível. Nessa hora, é útil usar joelheiras para bebê e calças com reforço no joelho.
11º- Se ele já é capaz de engatinhar de forma consistente, é hora de ensina-lo a ficar de pé e caminhar apoiado. Algumas crianças, mesmo antes de se sentarem sozinhas ou engatinharem, já conseguem ficar em pé se agarrando nas grades de berço. Só não acho que vale a pena estimula-lo a andar antes de engatinhar, pois esta fase é muito importante para o desenvolvimento do bebê.
12º- Para ensina-lo a ficar de pé apoiado, qualquer coisa é válida: sofá, cadeiras, berço e até sua própria perna. O importante é que seja seguro(sem quinas ou objetos que possam quebrar por perto) e que você deixe a criança tentar ficar de pé sozinha. Assim que ela conseguir ficar de pé, estimule-a a andar de lado (você pode fazer isso colocando objetos fora do alcance dela em um lado ou outro do sofá, por exemplo). Para essa fase, gosto particularmente das cerquinhas de plástico próprias para bebês. Mas não use-as como cercadinho. Queremos dar liberdade ao bebê, e não prendê-lo.


13º- Se a criança já é capaz de ficar de pé com apoio, é hora de estimula-la a se soltar. Primeiro deixe que ele solte as mãos enquanto apoia as costas na parede ou no sofá. Depois que ele estiver mais firme, comece a tentar deixa-lo de pé por alguns segundos sem nenhum apoio. Quanto mais ele fizer isso, mais tempo ele vai conseguir se manter de pé.
Algumas crianças, têm medo de ficar de pé. Se acontecer com seu bebê, tente distraí-lo co alguma úsica, batendo palmas ou deixando com que segure algum brinquedo macio. Ele vai se esquecer de que está de pé por alguns segundos e não vai se jogar no chão. Aos poucos, vai perdendo o medo.

Neste video a Fernanda havia acabado de fazer 6 meses

14º- Seu bebê já fica de pé sem apoio por alguns segundos? Já anda se apoiando no sofá? É hora de mostra-lo que ele pode andar sozinho. para esta fase, ainda não achei nada melhor que esses brinquedos primeiros passos feitos para bebê. Eles fornecem um lugar para que a criança segure e ande apoiando no carrinho ou bichinho, enquanto escuta alguma música. O melhor é que o brinquedo não tenha trava nas rodas. Ou seja, se a criança se apoiar jogando todo o peso no carrinho, ele deve andar rapidamente para frente(por isso ela vai precisar da sua supervisão para brincar). Parece controverso, mas a questão é que, se for usado um carrinho que trave as rodas e permita que a criança se apoie, ela não vai desenvolver o equilíbrio necessário para andar, que é a parte mais difícil do processo. O mesmo ocorre com o andador. Ele vai ensinar a criança a mecher as perninhas, mas não vai permitir que ela desenvolva o equilíbrio. Existem vários estudos mostrando que crianças que usam andador andam, em média, mais tarde do que aquelas que não usam.


Neste video a fernanda já andava sem o carrinho, mas continuava gostando do brinquedo. Não encontrei um de quando ela estava começando, mas dá para vocês verem de que tipo de brinquedo estou falando.

Dica: Uma opção mais barata é a cadeira de plástico. Não é tão eficiente porque precisa estar em um solo bem liso e mesmo assim acaba oferecendo uma certa resistência ao movimento do bebê, mas não deixa de ser uma opção.
15º- Um dia seu filho vai estar de pé sem apoio e, do nada, vai dar o primeiro passinho. Geralmente será apenas um ou dois antes que ele caia, mas será um momento emocionante. Agora é só deixa-lo andar e andar e andar. Quanto mais oportunidades ele tiver para isso, mais segurança vai ter. Nessa época, é muito importante escolher bem os sapatos. pés descalços, sapatilhas e meias antiderrapantes são ótimas para ficar em casa. Para sair, escolha sapatos com o solado macio. Deixe a criança andar em diferentes superfícies (areia, grama, etc) e continue dando oportunidade para que ela engatinhe, suba escadas, role e se arraste.
Fefê começando a andar

Poucos dias(e muito treino) depois...

Coloco os vídeos para vocês perceberem que, com estímulo, é possível fazer muito pelo desenvolvimento de nossos pimpolhos. Espero que o post de hoje ajude muitas mamães.