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domingo, 11 de agosto de 2013

Alfebetização pelo método Fônico - A Casinha Feliz

Quando se fala sobre alfabetização, sempre surge a discussão sobre o melhor método. Os argumentos, na teoria, parecem fazer sentido...com boa argumentação, é possível convencer qualquer pessoa que não entenda do assunto sobre a superioridade de um ou outro método (é o que fazem as escolas). No entanto, toda a pesquisa científica sobre alfabetização nos últimos 80 anos, realizadas em várias populações, mostrou claramente a superioridade do método fônico. E é por isso que o governo de países que são destaque em alfabetização recomendam o método. Não vou discutir as razões políticas/ideológicas para que o mesmo não seja adotado no Brasil. Minha intenção é apenas divulgar essa informação e, ao mesmo tempo, apresentar a vocês um material que considero fantástico para a aplicação do método.
Antes que alguém pergunte, eu não tenho nenhum interesse econômico em divulga-lo. (Bem que tentei entrar em contato com uma das autoras para comprar os direitos autorais, mas não me responderam...rss!) Conheci o método porque fui alfabetizada por ele em 1986, em Belo Horizonte, no Instituto educacional Rouxinol, pela "tia Ivone"(Que saudades!), pq usei com meus filhos para "acelerar"os resultados obtidos com o método Doman (principalmente em relação à escrita e leitura de palavras inéditas) e para tornar incrivelmente divertidas as lições de alfabetização.
DIVERTIDAS? Exatamente! Ouvindo histórias e brincando com bonecos e fantoches, as crianças aprendem (e rapidamente) o o som das letras (correspondência fonema-grafema) e das sílabas (ou "abraços"como são chamadas na casinha feliz).
Recomendo fortemente como um complemento ao método Doman (para crianças pequenas, que aprendem melhor com palavras inteiras por não terem desenvolvido ainda a lateralidade) ou até exclusivamente (para aquelas com 3 anos ou mais).

A história se passa em uma casinha...vou colocar aqui alguns trechos do conto para vocês conhecerem melhor e entenderem o que estou falando...

Era uma vez uma casinha muito bonita, bem no meio de um quintal cheio de bichos e árvores...
Essa casinha era chamada de Casinha Feliz.

Na casinha Feliz moravam: papai, mamãe, vovó, vovô, Vavá, Vevé, Vivi e nenem...



A carruagem parou bem no portão da casinha e logo saltaram cinco amiguinhos. Cada um mais engraçado que o outro. Eram vermelhinhos e falavam alto. O primeiro foi logo dizendo:

Redondo como uma bola
Tenho um gancho de espetar
Para dizer o meu nome
Abra a boca bem aberta
Para o gancho poder passar: aaaaaaa

(segue apresentação dos outros amiguinhos: e, i, o)

De repente se ouviu um mugido de boi...e outro amiguinho de aproximou:

O boizinho quando muge
Está por mim a chamar
Quero ver quem é que pode
O meu nome adivinhar: uuuuu

Este amiguinho, o u , morava na cabeça de um boizinho manso. Foi assim: No tempo antigo, tempo em que os bichos falavam, o boizinho foi para a escola. Ele queria aprender a ler. Mas acabou só aprendendo uma letra: u. Por isto ele botou o u na cabeça e saiu por aí. De vez em quando ele grita bem alto: uuuuuu!

....Vevé e Vivi estavam passando o dedinho no retrato dos amiguinhos quando, de repente, eles voltaram...no fim todos iam se abraçando e dizendo seus nomes:
o a abraçava o i: ai
o e abraçava o u: eu
....







Um dia, estavam todos brincando de roda, quando a vovó escutou os amiguinhos cantando assim:
Somos só cinco amiguinhos
Que se querem muito bem
Podemos falar sozinhos
Sem precisar de ninguém

Audante para falar
Tem que se encostar em nós
Porque ajudante sozinho
Coitadinho não tem voz

... as meninas, curiosas, perguntaram logo quem eram esses tais ajudantes. A vovó então explicou:
_ Ajudantes são outros visitantes que vão chegar na casinha feliz. Eles são muito diferentes dos amiguinhos, pois falam baixinho e só criam força se abraçarem um dos amiguinhos.

Lá vem o ajudante do papai (é o martelo do papai) fazendo seu barulhinho bem baixinho: p p p (não se ouve quase nada) até que ele encontra o a e dá um abraço bem forte:
...
E finalmente abraça o o:



A partir daí, cada ajudante será apresentado, tendo um formato e uma história própria, que ajuda a criança a se lembrar do seu som... o m é o ajudante da mamãe. O r é um ratinho, o c o "cocó"e o s um serpente...  São vendidos "fantoches"que correspondem a cada um deles e assim as crianças podem brincar fazendo seu som. Aqui em casa, meus filhos sempre corriam atrás de mim com eles, fazendo o som... sssssss para a serpente, rrrrrrr com o rato, por exemplo. Davam boas risadas e nunca mais esqueciam o som daquelas letras...


O melhor do método, na minha opinião, são as histórias inventadas para para apresentar as variantes de cada letra. (ex: para falar do Ç, a serpente morde o cocó...o cocó fica mudo de raiva e só a serpente faz o barulho...)

Assim, são trabalhadas as variações ortográficas, as sílabas complexas, a regra do m antes do p e b (o nenem morre de medo do martelo do papai e do barrigudo...aí chama a mamãe para ficar no lugar dele), assim como ch, lh, nh, sons do x, etc.


Bom...fica a dica... espero que seja um útil! Para quem quiser adquirir o material, aqui está o link para o site oficial sobre o método:

http://www.acasinhafeliz.com.br






sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Livros de palavras

Para começar, feliz 2013! Precisei dar um tempo nas postagens mas pensei em muita coisa que quero deixar registrada aqui. Como primeiro post do ano, resolvi falar dos livros de palavras.
Muita gente que ensina pelo método Doman ou outros métodos de alfabetização que envolvem flashcards e palavras inteiras deve ter notado que, em alguns momentos, a criança deixa de mostrar tanto interesse pelas fichas. Existem inúmeros motivos para que isso aconteça e várias formas de lidar com a situação, mas, na minha opinião, nenhuma delas é tão eficiente quanto à confeção de livros de palavras. Trata-se de uma forma de ensinar novas palavras e, ao mesmo tempo, ensinar vocabulário novo e conhecimentos gerais.
É só escolher 10 palavras de uma mesma categoria, imprimir em letra arial negrito tamanho entre 100 e 150. Depois colamos cada palavra em uma folha deixando o verso em branco. Na folha seguinte próxima colocamos a figura correspondente à palavra. A sequência é palavra-figura-palavra-figura-palavra-figura.
A idéia é simples, mas dá trabalho encontrar as imagens e é preciso ter uma impressora colorida para imprimir. Em compensação, é maravilhoso ver as crianças pedirem um livro atrás do outro e quererem ver cada um muitas e muitas vezes. Vou colocar aqui a foto de alguns dos livros que fiz. Infelizmente, não tenho mais os arquivos que usei para monta-los, mas vou fazendo outros e aos poucos vocês podem ir baixando.


Para as crianças maiores, dá para fazer livros menores e aproveitar o verso, como mostra a figura abaixo.



Livros de palavras-fase 1










Livros com pequenos textos(fase 5)

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Programa on line para Alfabetização



Hoje vou dar uma dica de um programa que pode ser baixado de graça e usado em várias línguas. É o SEBRAN. É simples de manusear e tem vários joguinhos que ajudam na alfabetização, no trabalho com a matemática e,  para quem quiser, com línguas estrangeiras (nesse caso é só instalar a versão no idioma desejado). Outra vantagem desse programa é ajudar os pequenos a dominar o mouse e a gostar do computador. Se ensinadas, crianças de dois anos já serão capazes de entrar no jogo e brincarem sozinhas. Meus filhos gostavam principalmente do jogo "Aponte a figura" (ótimo para quem está trabalhando a alfabetização pelo método global), do "primeira letra"(ajuda a desenvolver a consciência fonológica), além dos joguinhos de matemática. Espero que vocês também gostem.

Clique aqui para baixar o SEBRAN ABC

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Como ensinar as cores?

O aprendizado das cores é um dos marcos do desenvolvimento infantil e facilita uma série de outros aprendizados, como a noção(subjetiva) de adjetivo, a formação de pares de palavras e frases, a montagem de quebra-cabeças.
As crianças são capazes de perceber as cores desde bem cedo (por volta dos 4 meses), mas demora um pouco mais para que consigam ligar o nome da cor àquela característica do objeto. Isso porque a criança ainda não sabe, inicialmente, o significado da palavra cor, o nome dos objetos e nem de outras características. para exemplificar, vou criar uma língua estranha (como é o português para nossos bebês). Então mostro para ele um objeto como este e digo:
_ camalo vite


Depois pego outro objeto e digo:
 _ratica bebalu

Aí mostro um terceiro objeto e digo:
_ canide chumaco
Seu bebê, que é muito inteligente, mas que ainda não conhece nenhuma dessas palavras, pode fazer mil inferências sobre as frases e não chegar a conclusão nenhuma. Você, por estar lendo um post sobre o ensino de cores, pode imaginar que as frases acima significam:
camalo vite: bola vermelha
ratica bebalu: caixa azul
canide chumaco: chapéu amarelo
E que, portanto, vite significa vermelho, bebalu significa azul e chumaco significa amarelo.
Certo? Errado...e se eu disser que as frases funcionam como no inglês e que camalo significa vermelho, ratica significa azul e canide significa amarelo?
Ou mais... alguém poderia concluir que na frase eu queria dizer bola macia, caixa grande e chapéu bonito.
Entende como é muito complicado para um bebê ou criança associar a característica do objeto ao nome da cor neste contexto?
Foi por isso que fiz, para os meus filhos, livros de cores. Deu um pouco de trabalho, pois tive que selecionar imagens de vários objetos da mesma cor (20 por livro) e passava para eles repetindo, por exemplo, carro vermelho, bola vermelha, estrela vermelha, sapato vermelho, caixa vermelha.
Se fosse no exemplo acima (no idioma imaginário), ficaria assim:

Camalo vite


ratica vite




canide vite

Agora ficou fácil inferir que vite significa vermelho... depois de ver 20 imagens desse tipo, você já terá certeza de que "vite", no nosso idioma imaginário significa vermelho e não se esquecerá mais da palavra vite.
Da mesma forma seu filho, após ver o livrinhos algumas vezes, saberá que a palavra "vermelho" se refere a uma característica específica do objeto e será capaz de identificar o objeto vermelho no meio de outros semelhantes, porém de outras cores. Nessa hora, você apresenta o segundo livro(por exemplo, o da cor azul). Aos poucos, vá acrescentando cada um dos livros. Em algumas semanas seu filho já saberá todas as cores(inclusive as secundárias).
Para facilitar o trabalho, vou disponibilizar aqui o arquivo em powerpoint com os livros prontos para impressão. Eles até podem ser apresentados no computador, mas acho mais interessante imprimir as imagens e encadernar, para que a criança possa manusear o material.

Clique aqui para baixar o livro vermelho


Clique aqui para baixar o livro azul


Clique aqui para baixar o livro amarelo


Clique aqui para baixar o livro verde


Clique aqui para baixar o livro branco


Clique aqui para baixar o livro preto


Clique aqui para baixar o livro rosa


Clique aqui para baixar o livro roxo



Video do Gugu menos de 1 mês após começar a ver os livrinhos das cores.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Ler para Aprender




Qual é o ano mais importante da escola? Não! Não é a lfabetização, nem o primeiro ano do fundamental, muito menos o segundo grau. Errou também quem pensa que são os anos da educação infantil. É o terceiro ano do ensino fundamental (antiga segunda série).
E o que torna este ano tão importante? É simples. Nessa época, a criança deixa de "aprender a ler" e passa a "ler para aprender". Então as crianças que nesta fase ainda não se tornaram leitores fluentes e capazes de compreender o que leem, tendem a ser deixados para trás. E a diferença entre as crianças daí para frente tende apenas a aumentar. Tanto isso é verdade que a capacidade de leitura no terceiro ano é capaz de predizer o aproveitamento e a evasão escolar até o segundo o segundo grau. A partir do terceiro ano, enquanto os leitores competentes tendem a aprender cada vez mais, buscando novos conhecimentos através da leitura e ampliando seu vocabulário a cada dia, as crianças com dificuldades na leitura tendem a evitar os livros, criando um ciclo vicioso. Resumindo, os que são melhores vão se tornar cada vez melhores e os fracos tendem a se tornar cada vez mais fracos. Baseado nisso, alguns estados americanos já estão recomendando que os estudantes que não desenvolveram ainda uma leitura competente(decodificação e compreensão) sejam retidos no segundo ano e/ou façam aulas de reforço para suprirem essa deficiência.

Baseado no texto da "time ideas". Vejam a reportagem completa em inglês no link abaixo:
http://ideas.time.com/2012/09/26/why-third-grade-is-so-important-the-matthew-effect/

Agora, a minha opinião:
Concordo que fazer a transição do "aprender a ler" para o "ler para aprender" é fundamental para a vida (não só acadêmica) de qualquer pessoa, mas discordo da opinião de que o terceiro ano seja o mais importante. Acho que o terceiro ano apenas reflete a eficiência ou a deficiência de tudo que veio antes dele. Ensinar a ler e a compreender o que está sendo lido é um processo contínuo e que tem mais chance de sucesso quanto antes se iniciar. Crianças que aprendem a ler mais cedo chegam ao terceiro ano com uma fluência melhor e com uma experiência de leitura muito maior. É claro que isso aumenta a chance de que eles sejam leitores competentes nessa fase (ou até muito antes disso).

Por que as crianças devem decorar a tabuada?






Gente! Amei esta reportagem! Ela vai ao encontro de tudo o que sempre defendi. Ao contrário do que geralmente acontece no Brasil, onde a maior parte das diretrizes em educação segue opiniões e teorias sem nenhuma comprovação científica, em países do primeiro mundo muita gente se dedica a etudar, com método científico, o que funciona ( e o que não funciona) em termos de educação. E não é que descobriram que muitas das práticas da "velha escola" davam certo? Vou colocar aqui os principais pontos do artigo, explicando porque algumas dessas práticas são importantes. Para quem quiser conferir, deixo o link abaixo com a reportagem original em inglês.
Raizes (gregas e latinas) das palavras: Permite que as crianças aprendam novos vocabulários e facilita a dedução do significado de novas palavras pelo seu contexto. O segredo é não apenas faze-los decorar, mas estimular as crianças a usarem  este conhecimento em tarefas mais complexas.
Decorar os fatos(adição e subtração) e a tabuada: Apesar de muitos educadores defenderem que decorar faria com que as crianças perdessem a vontade de aprender, decorar os fatos e a tabuada é um pré-requisito para que os estudantes consigam fazer atividades mais complexas(e mais interessantes) em matemática. A única forma de atingir a "automatização" é praticando...e praticando...e praticando. Além disso, muitos estudiosos que observaram a diferença entre a pontuação de crianças americanas e asiáticas em testes internacionais atribuem a superioridade dos estudantes orientais à seus conhecimentos de fatos e tabuada. Muitos dos erros cometidos em problemas matemáticos mais complexos se devem à uma falta de memorização adequada das contas básicas.
Escrever à mão: Pesquisas mostram que escrever letras à mão, ao invés de simplesmente digita-las em um computador, não só ajuda as crianças a desenvolverem sua coordenação motora fina mas também aumentam a sua capacidade de reconhecer letras. Esta capacidade(reconhecimento das letras), por sua vez, prediz as habiliades de leitura aos 5 anos. Cuidado com as escolas que enfatizam a digitação em substituição à escrita manual, principalmente para as crianças mais novas.
Argumentação: Nos dias atuais, a habilidade de argumentar é mais importante do que nunca. E os estudos mostram que a capacidade de argumentar ajuda os estudantes a aprenderem melhor também.
Leitura em voz alta: Vários estudos mostram que quando lemos em voz alta para uma criança, seu vocabulário e seu entendeimento da estrutura da sentença melhoram.

http://ideas.time.com/2012/11/08/why-kids-should-learn-cu-cursive/

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Que idiomas ensinar?

Ninguém questiona mais a importância e as vantagens de aprender um segundo (e terceiro, quarto, quinto..)idiomas no mundo atual. Quando nossas crianças chegarem ao mercado e trabalho, o inglês fluente terá deixado de ser uma vantagem para ser um pré-requisito. Mas, se a criança já está aprendendo inglês, que outro idioma ensinar? As opções são muitas e há vantagens e desvantagens de cada um, deixando os pais em uma cilada.
Alguns pensam que o natural seria estimular o ensino do espanhol, por ser mais fácil e pela proximidade do Brasil com outros países de língua espanhola. Outros acham que, justamente pela facilidade que os brasileiros têm na aquisição dessa língua, o aprendizado poderia ser deixado para mais tarde.
Alguns acham legal ensinar francês, enquanto outros argumentam que é uma língua em decadência em termos d importância mundial.
E o mandarim? Alguns acham que é muito dífícil para uma criança. Outros acham que, justamente por ser difícil, tem que ser aprendido na infância. Alguns poucos ainda argumentam que não é necessário falar mandarim porque na china todos falam inglês.
E por aí vai... eu mesma sempre tive essa dúvida. Minha filha estuda em escola internacional e já tem o inglês fluente. Ela adora línguas e já me pediu para fazer aula de espanhol, de mandarim, de japonês, etc. Só que é simplesmente impossível arrumar tempo para escola semi-integral, natação, kumon e diversão. Já vi que teremos que optar, no momento, por apenas mais uma língua. Mas qual?
Encontrei essa resposta nas minhas pesquisas sobre educação. No meio de uma reportagem sobre as universidades asiáticas, havia uma lista dos idiomas mais valorizados pelos maiores empregadores mundiais.
Além do inglês (isto já está fora de discussão), os idiomas mais valorizados, nessa ordem, são:
1- Mandarim
2- Francês
3- Espanhol
4- Alemão
5- Japonês
6 - Árabe
7 - Italiano
8 - Russo
9 - Português


Para quem quiser conferir, Aqui está o link para a reportagem:
http://www.nytimes.com/2012/10/25/world/asia/asian-schools-jump-in-rank.html?ref=internationaleducation&_r=1&

Gente...é claro que é preciso levar em consideração aspectos práticos. Se você tem um parente próximo que é fluente em Italiano ou Russo, vale a pena pedir que a pessoa converse com seu filho nesse idioma. Se em sua cidade não existe uma escola ou professor de Mandarim, vale a pena colocar seu filho em uma aula de francês. Mas se você tem duas opções mais ou menos semelhantes e não pode optar por ambas, acho que a lista ajuda a decidir.

E como ensinar um segundo idioma?
Não tenho dúvidas de que a melhor forma é a imersão, se possível com um falante nativo daquela língua. Crianças que falam um idioma com cada um dos pais e um terceiro idioma na escola são acapazes de aprender naturalmente os três. Infelizmente, nem sempre isso é possível. Nesse caso, temos a opção de escolas internacionais, escolas bilíngues, aulas particulares ou em pequenos grupos, além dos cursos de idiomas. Aprendizado on line ou através de vídeos se mostra pouco eficiente para crianças, pois elas precisam de interação para aprender. Por outro lado, se você aprende junto com seu filho e interage com ele enquanto assiste os vídeos, podem ser uma ferramenta útil.
Não tenho uma boa experiência com a alfabetização simultânea em português e inglês com o método de palavras inteiras. Quando comecei com minha filha, eu apresentava português com letras vermelhas e inglês em letras verdes. Ela aprendeu todas as palavras corretamente e antes de 2 anos já lia frases inteiras em inglês, mas um dia viu a palavra "night" e falou: como se lesse em português: "mamãe...ni...ni oquê?" Nessa época ela começando a dominar a leitura fonética de palavras que não conhecia em português e percebi que ensinar em inglês poderia atrasar o domínio dessa língua. Parei tudo e só com 3 anos e meio, quando ela já lia e escrevia fluentemente em português, voltei a apresentar livros em inglês. Aí ela aprendeu praticamente sozinha. O som da maioria das consoantes é igual. Tudo que tive que fazer foi mostrar algumas diferenças (dizia, por exemplo: em inglês, ph tem som de f e o h tem som de r). Muitas regras ela conseguiu perceber sozinha e antes dos 4 anos lia livros simples também em inglês.
Realmente não sei dizer o que teria acontecido se tivesse insistido no aprendizado das duas línguas simultaneamente. Podia até ser que tivesse dado certo, mas preferi não arriscar. No início, não é tão simples para a criança associar o que está escrito a determinado som. Se ela tiver que associar as mesmas letras a dois sons diferentes acho que pode atrapalhar essa "automatização" da leitura.

Bom...por hoje é só! Até amanhã!